quinta-feira, 23 de agosto de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

A+R =



Está comprovado que para entendermos e valorizarmos certas fases da vida, é necessário passarmos por dificuldades e obstáculos. Afinal, quem nasce valorizando um simples sorriso sem antes enfrentar uma expressão triste ou desaprovadora?

Já vi tanta gente falar mal da família, já vi tanta gente chorar por não ter uma. Os valores que atribuímos ao que temos sempre dependerão da vida que levamos.

E é por isso que procuro dar a cada ação, por menor que seja, uma potência significativa em minha vida.

Passei anos bem difíceis, confesso. Já estive contente, mas nunca feliz de verdade. Já ri, mas nunca gargalhei por minutos. Já tive vontades, mas perdi meus sonhos através dos anos. Já me apaixonei, mas nunca soube o que era amar.

Amar.

Afinal, que sentimento seria esse? Porque sempre que achamos que amamos alguém, percebemos que tudo não passou de uma mera paixão? Como saber o que de fato é amar e ser amado?

Segundo o dicionário, amar é:

1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFECTO  ÓDIO, REPULSA
2. Sentimento intenso de atracção entre duas pessoas. = PAIXÃO
3. Ligação afectiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = CASO, NAMORO, RELACIONAMENTO, ROMANCE
4. Ser que é amado.
5. Disposição dos afectos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). DESPREZO, INDIFERENÇA
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = PAIXÃO  AVERSÃO, DESINTERESSE, FOBIA, HORROR, ÓDIO, REPULSA
7. Coisa que é objecto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos são o meu amor mais recente). = PAIXÃO
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = BRANDURA, DELICADEZA, SUAVIDADE
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = QUERIDO
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos meninos está um amor).
11. Ligação intensa de carácter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus).  DESRESPEITO
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = ZELO  DESCUIDO, NEGLIGÊNCIA

Agora, já segundo as pessoas... Bem, cada um tem a sua própria definição do que seria amor.

Sob minha visão, defino este verbo de forma simples e objetiva, trato-lhe de dar um nome. Um nome pessoal. Por exemplo, eu amo meus pais, mas então, o que definiria este amor? Meus pais. Eles são o próprio verbo, pois cada minúscula parte deles possui um significado sem dimensões a minha vida.

Sabendo disso, venho relatar que este sentimento tão caloroso, ardente, raro, invadiu minha vida nos últimos meses, e, quando digo “invadir”, é porque a modificou completamente.

2011 foi um ano difícil, sem muitas expectativas. Fim de um namoro de quase 2 anos, desapego a qualquer relação acolhedora e descrença nos homens. Coisas que mulheres fazem quando “quebram a cara e o coração”, creio. Afinal, não é fácil descobrir que seu namorado (aquele que jurava amor eterno e que você acreditou cegamente, como uma tonta), é na verdade um tremendo mentiroso visionário.

Tudo bem, admito que com ele as coisas não eram fáceis. Muitas cobranças, pouco carinho e atenção, ciúmes doentios e descaso, muitooo descaso.

Ignorando isso, vamos ao meio de 2011, onde o rumo da minha vida começaria a mudar completamente.

Conheci meu atual namorado em meados de Julho, e, bem, ele sabe de toda a nossa história, mas por certo cuidado, acho melhor não mostrá-la aqui, visando protegê-la. O que realmente quero dizer possui um foco mais diferente, de qualquer modo.

Meu intuito é apenas agradecer. Agradecê-lo por ter me ensinado a amar e ser amada.

Ele entrou em minha vida de uma maneira nada convencional e me conheceu no momento em que, provavelmente, eu fosse uma das garotas com mais receio em se envolver com alguém outra vez. Mesmo assim, ele não desistiu. Continuou todos os dias me divertindo, conversando, implicando, enfim, me provando de que confiar em uma pessoa poderia me salvar do vazio que andava sentindo.

Eu não sabia mais o que era ter um sonho.
Eu não sabia mais o que era poder contar com alguém.
Eu não sabia mais o que era ser cuidada.
Eu não sabia mais o que era ser feliz.

Eu sentia isso. Eu sentia que algo faltava na minha vida, e ele me ajudou a achar o caminho das respostas que os anos apagaram da minha memória.

Pouco a pouco ele me ensinou a gargalhar, a sorrir de verdade, e, quando menos esperava, ele me ensinou a sentir algo novo. Um amor sem cobranças, um amor leve como o AR, um amor doce, puro, um amor verdadeiro.

Com ele pude continuar a me amar, sem sofrer qualquer anulação. Ele me aceitava da maneira que era, sem querer mudar um fio de cabelo sequer.

Graças a ele passei a traçar novos sonhos, novas esperanças. Ele se tornou o raio quente da manhã que me faz acreditar em um futuro onde posso encontrar a felicidade contínua. Me transformei em uma pessoa melhor, mais forte, disposta a lutar por tudo que acredito.

Como pode uma única pessoa mudar tanto a nossa vida? Simples, não é só uma pessoa. É uma alma, unida a minha, dando-me forças, dando-me apoio. Somos um só.

Ele é o meu melhor amigo, e, também, o meu melhor e último namorado.



Obrigada, Rafael Arana Alves, por cada dia, gesto, atitude, aprendizado. Obrigada por nunca ter desistido de mim.



Com amor, da Mongamor *-*.