Está
comprovado que para entendermos e valorizarmos certas fases da vida, é
necessário passarmos por dificuldades e obstáculos. Afinal, quem nasce
valorizando um simples sorriso sem antes enfrentar uma expressão triste ou
desaprovadora?
Já vi
tanta gente falar mal da família, já vi tanta gente chorar por não ter uma. Os
valores que atribuímos ao que temos sempre dependerão da vida que levamos.
E é
por isso que procuro dar a cada ação, por menor que seja, uma potência
significativa em minha vida.
Passei
anos bem difíceis, confesso. Já estive contente, mas nunca feliz de verdade. Já
ri, mas nunca gargalhei por minutos. Já tive vontades, mas perdi meus sonhos
através dos anos. Já me apaixonei, mas nunca soube o que era amar.
Amar.
Afinal,
que sentimento seria esse? Porque sempre que achamos que amamos alguém,
percebemos que tudo não passou de uma mera paixão? Como saber o que de fato é
amar e ser amado?
Segundo
o dicionário, amar é:
1. Sentimento
que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente
afeição ou atracção; grande afeição ou afinidade forte por outra
pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFECTO ≠ ÓDIO, REPULSA
2. Sentimento
intenso de atracção entre
duas pessoas. = PAIXÃO
3. Ligação afectiva com
outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = CASO, NAMORO, RELACIONAMENTO,
ROMANCE
4. Ser
que é amado.
5. Disposição
dos afectos para
querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor
à humanidade, amor aos animais). ≠DESPREZO, INDIFERENÇA
6. Entusiasmo
ou grande interesse por algo (ex.: amor
à natureza). = PAIXÃO ≠ AVERSÃO, DESINTERESSE, FOBIA, HORROR, ÓDIO, REPULSA
7. Coisa
que é objecto desse
entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos são
o meu amor mais recente). = PAIXÃO
8. Qualidade
do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = BRANDURA, DELICADEZA, SUAVIDADE
9. Pessoa
considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = QUERIDO
10. Coisa
cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos meninos está um amor).
11. Ligação
intensa de carácter filosófico,
religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ≠ DESRESPEITO
12. Grande
dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = ZELO ≠ DESCUIDO, NEGLIGÊNCIA
Agora,
já segundo as pessoas... Bem, cada um tem a sua própria definição do que seria
amor.
Sob
minha visão, defino este verbo de forma simples e objetiva, trato-lhe de dar um
nome. Um nome pessoal. Por exemplo, eu amo meus pais, mas então, o que
definiria este amor? Meus pais. Eles são o próprio verbo, pois cada minúscula parte
deles possui um significado sem dimensões a minha vida.
Sabendo
disso, venho relatar que este sentimento tão caloroso, ardente, raro, invadiu
minha vida nos últimos meses, e, quando digo “invadir”, é porque a modificou
completamente.
2011
foi um ano difícil, sem muitas expectativas. Fim de um namoro de quase 2 anos,
desapego a qualquer relação acolhedora e descrença nos homens. Coisas que
mulheres fazem quando “quebram a cara e o coração”, creio. Afinal, não é fácil
descobrir que seu namorado (aquele que jurava amor eterno e que você acreditou
cegamente, como uma tonta), é na verdade um tremendo mentiroso visionário.
Tudo
bem, admito que com ele as coisas não eram fáceis. Muitas cobranças, pouco
carinho e atenção, ciúmes doentios e descaso, muitooo descaso.
Ignorando
isso, vamos ao meio de 2011, onde o rumo da minha vida começaria a mudar
completamente.
Conheci
meu atual namorado em meados de Julho, e, bem, ele sabe de toda a nossa
história, mas por certo cuidado, acho melhor não mostrá-la aqui, visando
protegê-la. O que realmente quero dizer possui um foco mais diferente, de
qualquer modo.
Meu
intuito é apenas agradecer. Agradecê-lo por ter me ensinado a amar e ser amada.
Ele
entrou em minha vida de uma maneira nada convencional e me conheceu no momento
em que, provavelmente, eu fosse uma das garotas com mais receio em se envolver
com alguém outra vez. Mesmo assim, ele não desistiu. Continuou todos os dias me
divertindo, conversando, implicando, enfim, me provando de que confiar em uma
pessoa poderia me salvar do vazio que andava sentindo.
Eu
não sabia mais o que era ter um sonho.
Eu
não sabia mais o que era poder contar com alguém.
Eu
não sabia mais o que era ser cuidada.
Eu
não sabia mais o que era ser feliz.
Eu
sentia isso. Eu sentia que algo faltava na minha vida, e ele me ajudou a achar
o caminho das respostas que os anos apagaram da minha memória.
Pouco
a pouco ele me ensinou a gargalhar, a sorrir de verdade, e, quando menos
esperava, ele me ensinou a sentir algo novo. Um amor sem cobranças, um amor
leve como o AR, um amor doce, puro, um amor verdadeiro.
Com
ele pude continuar a me amar, sem sofrer qualquer anulação. Ele me aceitava da
maneira que era, sem querer mudar um fio de cabelo sequer.
Graças
a ele passei a traçar novos sonhos, novas esperanças. Ele se tornou o raio
quente da manhã que me faz acreditar em um futuro onde posso encontrar a
felicidade contínua. Me transformei em uma pessoa melhor, mais forte, disposta
a lutar por tudo que acredito.
Como
pode uma única pessoa mudar tanto a nossa vida? Simples, não é só uma pessoa. É
uma alma, unida a minha, dando-me forças, dando-me apoio. Somos um só.
Ele é
o meu melhor amigo, e, também, o meu melhor e último namorado.
Obrigada,
Rafael Arana Alves, por cada dia, gesto, atitude, aprendizado. Obrigada por nunca ter desistido de mim.
Com
amor, da Mongamor *-*.
