Andei pensando bastante na minha vida esses dias e, por mais que ainda não tenha terminado minha análise existencialista, encontro-me bastante insatisfeita.
E olhe que descartei qualquer pensamento sobre meus relacionamentos amorosos. Para estes resolvi deixar um espaço no final do mês.
Meu problema é a vida que levo. Ou melhor, é a vida que não levo.
Sou uma adulta presa em um mundo de infantilidades.
Há quantos anos deixo de viver uma grande aventura? Um risco? Um impulso? Já perdi as contas...
Sempre fiz tudo tão certo, que quando olho para trás não vejo grandes histórias para contar...
Quando quero viajar, fazer cursos fora, morar em outro estado, parece que todos se voltam contra mim. Contra a minha chance de aprender com a vida, com o mundo! Parece que esqueceram que fizeram isso um dia.
Sei que muitos tentam me alertar, para que assim eu não sofra, mas cada um tem um caminho para percorrer e aprender com seus próprios erros.
Onde moro não consigo me sentir em um lar. Claro que amo estar ao "redor" da minha família, mas, ao mesmo tempo, a cidade, em si, me cerca, me aprisiona, faz com que eu me sinta deslocada... É como um personagem de Tekken no universo de Street Fighter (grande exemplo, ham).
Quero ter as MINHAS preocupações, responsabilidades, ilusões... Sei que é complicado estar nessa fase de transições entre uma adolescente e uma adulta, mas eu preciso tirar forças de algum lugar para seguir com a cabeça erguida.
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Daí que encontrei um pensamento há muito tempo escondido em minha memória. Passei a vida toda me despedindo de pessoas (Pai com seu trabalho, irmãos morando fora, amigos indo embora...), e nunca percebi que simplesmente fiquei aqui. Me acomodei aqui. Passei apenas a existir em alguns fragmentos de vida das pessoas que amo.
Para onde ir? Para quem voltar?
E assim acabei ficando perdida... Me sentindo... Vazia.
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Eu não posso esperar o tempo passar enquanto durmo ou engano minha felicidade.
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